
Ainda nas imagens de 2006, uma brincadeira com "Pixel Art" - dizem que fazer isso é como ser sodomizado, dói, cansa, nunca acaba, peraí, até qué bão!
Fim-de-semana muito interessante. Combinei com tio Paulão (http://www.paulaovv.blogspot.com/) pra tirar umas fotos dele pra fazer um estudo de escultura High-poly (agora viro artiXta) e esse encontro rendeu uma tarde acompanhando as vinhetas do novo álbum do Velhas produzidas pelo master-mega Paulo Anhaia (o cara é muito foda e muito bacana pessoalmente - http://pauloanhaia.com.br/) e uma noite pululante em drinks, brejas, causos e acasos com o tio e a Tata.
Gosto de encontrar com o tio porque tudo parece mais certo quando eu tô com ele, mesmo tudo sendo, como sempre vago. Vago, como eu, no sentido de vazio, vagabundo, indeciso, confuso, maldistinto, incerto e indefinido. Com ele não têm isso, como eu disse, tá tudo certo.
Essa certeza que vem com o tio, é algo bem parecido com a que vem com a Taisa e com meu padrinho Vander (nesse aspecto esses três são bem parecidos). No fundo não é algo que vêm com eles mas que te leva com eles como que uma espécie de espaço vago pra você neles. Um vago bem diferente do meu, que é um vago de espaço a espera de ser preenchido, uma vagopotência. Neles há uma vagoevidência, um vazio que não pode deixar de ser preenchido, como um vagão, um tanque, um container ou um galpão. Um vago chamado versatilidade. Vago utilitário, vago doado, vago sem dono. Por isso eles são irresistíveis, capazes de ter espaço para tudo e nunca é pouco vago; como eu queria ser como eles, um vagão!